Lombalgia - Lombalgia gestacional

15/09/2015

Mais de 50% das mulheres queixam-se de dores nas costas durante a gravidez

Sentir dores nas costas durante a gestação é uma queixa comum nos consultórios médicos. Especialistas estimam que metade das mulheres grávidas experimenta a dor lombar em algum momento da gestação, o que representa um grande impacto na saúde coletiva, uma vez que essas dores causam o sofrimento materno, com afastamentos e consequências nas atividades sociais, laborais e despesas previdenciárias.

As causas das dores lombares são múltiplas, decorrentes das transformações no corpo da mulher ao longo dos três trimestres da gestação.  É mais comum que as dores surjam no segundo semestre, localizadas na região pélvica, e não na coluna. Isso ocorre porque uma série de mudanças hormonais leva ao acúmulo de líquido nos ligamentos entre os ossos , tornando-os mais flácidos e as articulações mais frouxas.

É no terceiro trimestre que o volume abdominal da gestante passa a causar um desconforto maior, em que o desequilíbrio de peso desloca o centro de gravidade para frente. Como forma de compensar o tronco, a coluna aumenta a lordose na mulher, provocando dores.  Outra mudança significativa no corpo é a dificuldade que o sangue encontra em retornar para o coração, devido o obstáculo que o útero proporciona. Essa congestão venosa na região da coluna também é a causa de dores.

As dores nas costas, isoladas, relacionadas ao movimento do corpo, não representam um risco para a gestação, apesar do desconforto. Agora, quando estão associadas a outros sintomas, ou quando a coluna dói mesmo durante o repouso, então a grávida deve ser avaliada por um obstetra, para afastar as possibilidades de doenças gestacionais, abdominais ou infecciosas.

É possível prevenir! Quando há um planejamento familiar, a avaliação preventiva tem grande importância e efeito, já que o ortopedista não terá restrição na realização de exames de imagens, pelo risco de exposição à radiação. Outro fato é que alguns procedimentos e medicamentos analgésicos também só podem ser administrados “fora” de uma gestação. O ideal é que a abordagem profissional para a mulher tivesse início no planejamento da gravidez. Uma prévia com um especialista em coluna, alguns meses antes, ajudaria a reconhecer os fatores de risco para o desenvolvimento de dores, como a lombar. E ainda, doenças da coluna que alteram o eixo da mesma, tanto para trás quanto para frente, o encurtamento de tendões e doenças degenerativas das cartilagens da coluna, são exemplos de condições que podem ser tratadas antes mesmo da gestação.

Quando a mulher já estiver grávida e precisar de auxílio médico para as dores, na maior parte lombar ou pélvica, o tratamento inclui fisioterapia, medicação, reeducação da postura, ergonomia das atividades diárias e no trabalho. O uso de um travesseiro para o apoio abdominal, quando a mulher estiver deitada de lado, ajuda muito.
Já para as mulheres que fumam, a recomendação é rigorosa: devem se esforçar para abandonar o vício. É comprovado que o tabagismo interfere na saúde da coluna, acelerando o desgaste e o enfraquecimento dos ossos, podendo decorrer em graves consequências.

Atenção! Quanto maior for a dor lombar experimentada pela gestante, maior a chance de ela desenvolver dores crônicas na coluna. Por isso o alerta, de que o melhor tratamento é o planejamento da gravidez não apenas com o obstetra, mas também com um ortopedista. E a orientação é reforçada para as mulheres que já têm diagnósticos de patologias na coluna, ou ainda possibilidades de desenvolvimento de doenças por hereditariedade.

Fonte: www.institutojaccard.com.br / Dr. Gabriel Castro CRM PR 24908
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